DIGNOW

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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Axé católico

Pó parar com o pó

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Existe algo pior do que esse axé católico?

Ninguém merece

Poesia de Vanguarda (movimento do anti-movimento)




Ao fazer poesia de vanguarda supoe-se que o autor fará um anti-discurso da arte vigente, mas sou ultra-vanguardista ao não me relacionar com nenhum movimento e me influenciar por todos.

Viva o movimento do antimovimento!





CLASSIFICADOS


TRILHAS E CIDADES

ATRAZ DA PORTA SE ANUNCIA

UM MUNDO DE OPORTUNIDADES

QUE SÓ A RUA PROPICIA


QUEDO-ME CALADO

NÃO TENHO O QUE FALAR

POIS O QUE VOU DIZER?

SE O VERBO FOGE-ME A BOCA


A GARGANTA SECA

O PEITO INFLAMA

É A CHAMA ACESA

NO GÉLIDO ESPÍRITO DE MEU SER.
(Okbçapoeta)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

MANUEL CRISTINO MIRANDA (O poeta)









Hoje lí o poema "Amor de proletário " de Manuel Cristino de Miranda.Pergunto-me: Onde há poesias com esse engajamento?


Não se vê mais poesias engajadas com arte.No máximo ocorre um "poemeta"panfletário que serve muito melhor como letra de banda "Punk de botique".


Mas o meu intento é comentar e mostrar essa pérola matogrossense .


Chega de papo, aí vai:





Amor de proletário

És o calor vital da oficina


Onde, suando, queres progredir.


Na heróica luta traças teu porvir,


Tão impoluta és, terna menina.
E eu, tão só, singrando a mesma sina,


Penando num labor sem ir nem vir,


Malho no ferro frio do existir


Nesta Babel sem lei que procastina.
A união nos quer, linda operária,


Quer-nos casados neste amor que nasce


Da conseqüente origem proletária.
E sei que, juntos, com razão, renasce


Mais uma dupla de honra, solidária,


Na caravana heráldica da classe










Manuel Cristino de Miranda, natural de Poxoréo, nasceu no ano de 1925, morreu no Rio de Janeiro. Médico, poeta e romancista, autor do livro "O Drama da Mocidade".*






Tristeza causa ao jovem querer descobrir algo sobre tão rara jóia, e não encontra, absolutamente nada.




Mas graças ao altíssimo, o blog "POETAS DE MATO GROSSO" nos dá uma luz em meio essa rede digital de parcas luzes da literatura matogrossence.














Cuiabá precisa organizar sua cultura urbana!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

A vida é tênue


Eu que sou um caso pouco provável

Esforço-me para

Me tornar ao menos palatável

No inerte que se transformou minha atitude

A velhice foi o que restou

De minha juventude
Meus ossos doem

Ai de ti!

Corpo infame!

Perecível

Ao punhado de tempo

Que por infâmia de minha boca

Chamo de vida

Todos os dias recebemos enxurradas de informações sobre a crise.

Não aguento mais os efeitos que a crise de crédito desencadeada pela fatalidade do Lehman Brothers e por aí vai.

Não vou dar uma de Ana Maria Braga e exaltar a idiotice e a ignorância, mas ficar vampirizando a mídia e extrair só sangue também não dá.

E por incrível que pareça, a culpada não é a mídia. Somos nós!

Se determinado programa que sai sangue, quando você liga a televisão, marca altos índices de Ibope, ele irá continuar, anuncios irão aumentar e ele torna-se um programa de sucesso.

Então antes de reclamar o estado que chegou a mídia aberta, a erotização da televisão brasileira, mude o canal, vá ler um livro se não há algo interessante para se assistir, mande seu filho ler um livro ou brincar como uma criança normal ao invés de delegar função de babá para a televisão.

Lugar de bom filme é no cinema.

Um boa cena é no teatro.

Boa estória é no livro.

Fatos é no jornal.

A televisão deveria ser o reflexo disso, mas o senso comum só assiste Tv.

O que fazer?

MODALIDADES

KBÇÓIDES POÉTICOS